Essa semana comentei no twitter como acho engraçado alguns sobrenomes.
É engraçado ver alguém com sobrenome “Penteado”, “Parente” ou “Modesto”… São sobrenomes que você escuta e, inevitávelmente, dá um sorrisinho de canto de boca.
Antigamente o “Pinto” surtia esse efeito… hoje já ficou tão comum e tão bobo rir do “Pinto” que passa até despercebido.
Mas sobrenomes é algo que carregamos pela família. O filho homem tem como missão honrar o nome do pai e passar esse sobrenome para as próximas gerações. O sobrenome leva a história e a origem daquela família.
Claro que com isso, e com a beleza de que no Brasil você só é chamado pelo sobrenome em algumas profissões específicas, ou se o seu nome for muito comum e muito repetido, você consegue conviver fácil com seu sobrenome, mesmo que ele seja um pouco “estranho”.
Díficil mesmo é quando é o primeiro nome. Aquele que seus pais tiveram nove meses pra escolher e quando você finalmente nasceu, eles deram um sorriso e exclamaram:
- Nosso filho vai se chamar NABUCODONOSOR!
WHAAT?
Coisas que alguns pais não conseguem entender:
Sabe aquela história de “criança não tem maldade”? É só meia verdade! E se torna uma mentira completa quando você começa sua vida na escola e tem um nome engraçado ou diferente.
Crianças não tem sensibilidade pra entender que a coleguinha que se chama “Orfila” vai ficar magoada se você passar o ano inteiro a chamando de “Clorofila” só porque acabou de aprender essa palavra e logo notou a semelhança.
Meu nome é super comum. Na infância eu sempre fui “Raquel do Prado”! Mas para os amiguinhos piadistas da pré-escola eu logo virei “Pastel no Prato”.
E ainda tinha outro time de engraçadinhos que me chamavam de Raquete. Ou os poetas, que faziam rima: Raquel cara de pastel.
Eu não achava a menor graça, mas ao invés de me esconder e ficar magoada eu fazia isso com as outras crianças. Todas as Julianas e Tatianas tinham cara de banana… óbvio! E não era culpa minha se na minha sala tinha Orfila, Jurema, Hoobert, Moabe… não fui eu quem escolhi esses nomes.
Então se você quer que seu filho se chame Melquisedeque ou que sua filha se chame Brahína, lembre-se: um dia ele vai pra escola.
E a questão não é se o nome é feio ou bonito, afinal gosto é gosto.
Eu, Prado, casei com um Prates… imediatamente risquei das possibilidades colocar o nome no meu filho de Pedro, que é um nome que eu acho lindo… mas Pedro do Prado Prates? Certeza que a criança vai nascer com a língua presa só pra ter uma piada a mais.
Eu prefiro não colocá-lo como alvo.
Mas essa é minha escolha!








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