“Querido diário,
Ontem encontrei com as minhas amigas. Ficamos meio bêbadas. Foi legal. Mas eu não sabia que o álcool nos deixaria tão filosóficas. Quando pararam as risadas descontroladas, de repente nos vimos discutindo o que seria essa tal felicidade e olha, sabia que esse papo bêbado me levou a pensar mais sobre isso?”
Pois é gente, como algumas garrafas de vinho podem fazer a gente questionar sobre a nossa situação no mundo né? E isso me lembra outro pingo, em outro “i” que eu estava precisando colocar. Sabe, eu acho o ser humano uma raça insatisfeita. Ninguém está sempre 100% feliz.
Confesso que eu nunca estou 100% feliz. Eu sempre teria algo que mudaria, algo que faria diferente, algo que eu queria e não tenho. Sou humana o suficiente para reclamar da vida e às vezes até me fazer de vítima. Sim, sinto pena de mim algumas vezes. Não, não sou depressiva. Só tenho coragem de admitir o que 98% das pessoas que se dizem felizes não assumem.

Mas aí vocês me perguntam: E você é feliz? A resposta é simples e segura. Sim, sou muito feliz! Eu tenho tudo o que preciso, em doses suficientes para ser feliz. Mas e se você emagrecesse, você seria mais feliz? Sim e não. Sim, porque deve ser legal entrar nas lojas e comprar roupas lindinhas que não pareçam com capa de bujão. Não, porque quem sabe qual insatisfação o corpo magro não vai me trazer.
A verdade verdadeira é que todo mundo reclama da vida. Se fosse para ser categórico, quem reclama, não é feliz. Mas isso não é bem verdade. Porque pensa, você não precisa ir longe para ver alguém com um problema mais complicado do que perder peso, que lida com isso super bem. O certo é tirar disso um exemplo e entender o quanto feliz você é.
Eu sou dessas. Sou humana, o que me torna insatisfeita. Mas olho para o mundo e vejo como sou privilegiada. Para ser super sincera, sim, eu seu muito bem que é essa tal felicidade. Posso não estar feliz 100% do tempo, mas nos 90% que estou, o nível é sempre de felicidade máxima.
Beijosss







