Como todos os dias e todas as noites, as mulheres que andavam pela região, sempre procuravam as fracas luzes da rua para se proteger. O tarado estava por ali, atrás de uma árvore, no meio da praça, dentro de um carro.
A grande arma dele nem era colocar a arma para fora, mas tirar fotos das suas vítimas para gravar bem seus rostos e se preparar para o ataque. Todo cuidado era pouco. Ótimo estrategista, sabia que não podia simplesmente pular sobre suas vítimas por causa das câmeras de segurança das caras casas e escritórios chiques.
Seu maior alvo era uma agência de publicidade. Grande, repleta de mulheres que andavam sozinhas pelas ruas. Chegavam cedo, saiam tarde. Alvo fácil.
Um dia o tarado deu bobeira. Apareceu durante uma manhã e deixou as mulheres aflitas. A mais corajosa foi lá encarar. Bater no vidro e perguntar o que ele queria.
Descobriram então que o tarado não era um homem e nem tarado. O homem era uma das mulheres da agência, que passava as manhãs dentro do carro, conversando no celular. As luzes que pareciam flashes, eram apenas o visor do nextel que girava na sua mão frenética e ansiosa.
Não era nada. Nada.
Se o tarado continua por lá? Essa é outra história. Mas um dos mistérios já fora resolvido.



















